Avaliação do Tópico:
  • 3 Voto(s) - 5 em Média
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
É errado fracassar?
#21
Muito bom esse texto. Obrigado @Libertador por traze-lo a este fórum e disponibiliza-lo de graça. Tem muitos charlatões que vendem livros com material praticamente inútil comparado com este aqui.

Saiba que este texto me veio numa boa hora.
Spoiler Revelar
A morte é certa, a vida não.      [Image: tumblr_mgk3h53KQS1rqv473o1_1280.jpg]
Responda-o
#22
Você falou um pouco do que é cultural no Brasil, então, vejamos algumas características do brasileiro (talvez você tenha citado algumas):
- Forte apego por estabilidade financeira
- Hábito de remoer os erros do passado
- Hábito de visualizar um futuro próspero sem agir no presente.
- O costume de pensar sempre no lado negativo das coisas.

Agora, paremos pra pensar, por que isso é cultural? A resposta talvez esteja nos primórdios do país, todos esses hábitos são replicados desde o início do Brasil e só se prendem mais em nossa cultura.

Pense no nível de discussão que estamos tendo, falando do Vale do Silício, obviamente os americanos tem uma mentalidade completamente diferente da dos brasileiros. Você citou concurso público, por exemplo, eu convivo com gente, inclusive do ensino superior, que nem sabe o que é isso. É SÉRIO! O brasileiro desconhece quaisquer formas de ascensão que nós, desse fórum, estamos tendo acesso.

 O que em outros países é uma realidade, no Brasil é visto como forma alternativa de ascensão, o brasileiro não sabe a importância de um livro, desconhece a palavra "empreender", e como eu disse, desconhece até concurso na maioria das vezes. O brasileiro conhece é trabalhar em jornada extenuante numa empresa, forma como algum conhecido ganhou na vida. Quase sempre, isso se resume a trabalhar esperando uma aposentadoria para então teoricamente descansar dos anos de jornada de trabalho maçante.

O caminho do brasileiro pra empreender, quando se sai da condição robô no piloto automático que expus acima, geralmente é mais difícil também por motivo óbvio de que o povo em terras tupiniquins aceitou e aplaude o envolvimento do Estado na vida privada. Logo, se o brasileiro sai dessa condição ridícula, percebe o monstro que alimentou, e que caso empreenda, continuará alimentando mais ainda.

Com tudo o que foi dito, não quero colocar o brasileiro na condição de coitado, mas parece óbvio que o caminho do brasileiro tem mais pedras. Em geral, o brasileiro descobre a importância de atividades como o estudo muito tarde, quando já não se pode mais dar tanta ênfase. 

Pessoas mais prolíficas, passam por cima dessas adversidades, mas muito antes disso, o brasileiro precisa conhecê-las, sendo que a maioria vive nas trevas e não viu feixe de luz.
Responda-o
#23
Quantas vezes você escreveu porcarias até sair esse texto ótimo? Yaoming

Vou parecer de novo letra de funk, mas cito novamente que o livro Antifragil cita ideias parecidas com esta, comparando as culturas japonesa ("antifracasso") e americana ("pró fracasso") páginas 223 e 224, 1a edição em português, 2014. O ditado de que grandes mentes pensam igual tem mais uma evidência a seu favor.

E Theodore Roosevelt: „Muito melhor é ousar grande feitos, ganhar gloriosos triunfos, mesmo salpicados de falhas, do que se alinhar com aqueles pobres espíritos que nem se alegram muito nem sofrem muito, porque eles vivem no crepúsculo cinzento que não conhece vitória ou derrota.“

E essa, original, mais interessante ainda: "It is not the critic who counts. ... The credit belongs to the man who is actually in the arena; whose face is marred by the dust and sweat and blood; who strives valiantly ... who, at worst, if he fails, at least fails while daring greatly; so that his place shall never be with those cold and timid souls who know neither victory or defeat."
  • Sem a visão de um objetivo um homem não pode gerir a sua própria vida, e muito menos a vida dos outros.
Leia: Nuvem de Giz
Responda-o
#24
(05-06-2018, 12:14 AM)Temujin Escreveu: Quantas vezes você escreveu porcarias até sair esse texto ótimo? Yaoming

Vou parecer de novo letra de funk, mas cito novamente que o livro Antifragil cita ideias parecidas com esta, comparando as culturas japonesa ("antifracasso") e americana ("pró fracasso") páginas 223 e 224, 1a edição em português, 2014. O ditado de que grandes mentes pensam igual tem mais uma evidência a seu favor.

E Theodore Roosevelt: „Muito melhor é ousar grande feitos, ganhar gloriosos triunfos, mesmo salpicados de falhas, do que se alinhar com aqueles pobres espíritos que nem se alegram muito nem sofrem muito, porque eles vivem no crepúsculo cinzento que não conhece vitória ou derrota.“

E essa, original, mais interessante ainda: "It is not the critic who counts. ... The credit belongs to the man who is actually in the arena; whose face is marred by the dust and sweat and blood; who strives valiantly ... who, at worst, if he fails, at least fails while daring greatly; so that his place shall never be with those cold and timid souls who know neither victory or defeat."

Que novidade, ver você citando o livro Antifrágil. Yaoming

Já estou começando a achar que o Taleb está te pagando para disseminar esse conteúdo aqui no fórum. Gargalhada

Para complementar, segue esse vídeo do Arnold Schwarzenegger que ele enfatiza justamente sobre o tema debatido aqui:



“A honra, a integridade e a verdade precisam ser guardadas, custe o que custar ao próprio eu.” Obreiros Evangélicos, pág. 447
Responda-o


Pular fórum:


Usuários visualizando este tópico: 1 Visitante(s)