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[REFLEXÃO] Poemas Opressores e Viris
#1
o pássaro azul


há um pássaro azul em meu peito
que quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja.
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas eu despejo uísque sobre ele e inalo
fumaça de cigarro
e as putas e os atendentes dos bares
e das mercearias
nunca saberão que
ele está
lá dentro.


há um pássaro azul em meu peito
que quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo,
fique aí,
quer acabar comigo?
(…) há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou bastante esperto, deixo que ele saia
somente em algumas noites
quando todos estão dormindo.
eu digo: sei que você está aí,
então não fique triste.


depois, o coloco de volta em seu lugar,
mas ele ainda canta um pouquinho
lá dentro, não deixo que morra
completamente
e nós dormimos juntos
assim
como nosso pacto secreto
e isto é bom o suficiente para
fazer um homem
chorar,
mas eu não choro,
e você?
Fumei 25 cigarros esta noite e você sabe da cerveja.

Buwkoski.

Buceta não machuca e não se faz sexo com a bunda.

Leg. Bean, fórum mundo realista.
Responda-o
#2
Se

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

Rudyard Kipling
Responda-o
#3
Essa do passaro azul e uma intro de uma musica do letodie
http://ask.fm/RajadaRealista

Quem são eles, para se entrometer quando cuidamos de NOSSOS interesses? (Vito Corleone).

Responda-o
#4
(22-07-2016, 12:08 AM)Rajada Escreveu: Essa do passaro azul e uma intro de uma musica do letodie

pode crer, a musica é mascaras



MAIS UMA VEZ
ADENTRO A BATALHA
VOU PARA UMA DAS ÚLTIMAS BOAS BRIGAS QUE TEREI
VIVA E MORRA NESTE DIA
VIVA E MORRA NESTE DIA
Responda-o
#5
AVANTE

Dez Vezes te derrubaram: te levantas
outras dez, outras cem, outras quinhentas...
Não te hão de ser as quedas tão violentas
nem tampouco, por lei, hão de ser tantas!

Almafuerte. 

[Image: latest?cb=20140724202021]
- A verdadeira liberdade está no domínio absoluto de si mesmo (Montaigne).





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#6
Versos Íntimos

Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
"Há um amplo fosso de aleatoriedade e incerteza entre a criação de um grande romance – ou joia, ou cookies com pedaços de chocolate – e a presença de grandes pilhas desse romance – ou joia, ou sacos de biscoitos – nas vitrines de milhares de lojas. É por isso que as pessoas bem-sucedidas em todas as áreas quase sempre fazem parte de um certo conjunto – o conjunto das pessoas que não desistem." O andar do bêbado.
Responda-o
#7
Esse poema, por incrível que pareça, aprendi no colégio em uma aula de física. Não sei como chegou no assunto, mas foi o próprio professor de física que disse esse poema de um escritor chileno a qual não me recordo o nome:


"Ao perder-te, nós dois perdemos
Eu perdi porque te amava muito
E você perdeu porque era muito amada por mim
Porém, de nós dois, quem mais perdeu foi você
Pois do mesmo jeito como te amei posso amar outra
E ninguém te amará do mesmo jeito como eu te amei"

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TOGA RODA FLAP 15
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#8
QUANDO A NATUREZA QUER UM HOMEM.

Quando a Natureza quer provar um homem,
E experimentá-lo.
Quando a Natureza quer formar um homem
Para criar um homem tão grande e tão digno
Que todo mundo dele se orgulhe…
Observemos os seus métodos e os seus meios;
Com que impiedade aperfeiçoa
Aquele que o elegeu.
Como o ataca e como o fere,
E com que golpes violentos
Leva-o a moldes que apenas ela entende.
Enquanto ele a clama na sua tortura e ergue as mãos suplicantes!
Como a Natureza curva, mas sem destruir,
Como procura o seu bem
Como trabalha aquele que o elege!
Modela-o por todos os fins;
Por todas as artes o induz
A mostrar o seu esplendor.
A Natureza sabe o que faz!

Quando a Natureza quer fazer um homem,
Despertar um homem,
Para cumprir a vontade do futuro,
Quando procura com toda a sua arte,
E se esforça com toda a sua alma,
Para cria-lo grande e completo…
Com que astúcia o prepara,
Como o atormenta e jamais o poupa,
Como o exaspera e o aflige,
Como o faz nascer na pobreza…
Quantas vezes desponta
Aquele que sagrou.
Com que prudência o oculta,
Como o torna obscuro,
Conquanto o seu gênio soluce de humilhado, e seu orgulho jamais esqueça!

Manda-o lutar mais arduamente ainda.
Isola-o,
De modo que lhe chegue apenas
As altas mensagens de Deus.
De modo a poder ensinar-lhe
O que a Hierarquia planejou.
Conquanto não compreenda,
Dá-lhe paixões a dominar;
Com que impiedade o esporeia,
Com que tremendo ardor o instiga
Quando o elege cruelmente!

Quando a Natureza quer dar um nome a um homem,
Dar-lhe fama,
E doma-lo;
Quando a Natureza deseja dar-lhe brio,
Para fazer o melhor que pode…
Quando realiza a mais elevada prova,
Quando deseja um deus ou um rei,
Como domina, como restringe,
De modo que ele mal se contém
Quando ela o instiga e inspira!
Conserva-o desejando, sempre ardendo por um objetivo inatingível…

Castiga e lacera a sua alma.
Lança um desafio ao seu espírito,
Ergue-o quando ele se aproxima:
Faz uma selva para que ele a desbrave;
Faz um deserto para que ele o tema,
E o vença, se puder…
Assim faz a Natureza um homem.
Então, para provar a sua paciência,
Atira uma montanha em seu caminho…
Põe-no num dilema
E olhando-o impiedosamente:
“Sobe ou morre!” diz-lhe ela…
Observemos o seu propósito, os seus meios!

A Natureza tem um plano maravilhoso,
Pudéssemos nós entende-la…
Loucos são os que a chamariam de cega!
Quando o eleito tem os pés feridos e sangrando,
O seu espírito paira nas alturas,
E com seu alto poder rapidamente,
Abre novos caminhos magníficos;
Quando essa força divina
O desafia a cada fracasso e o seu ardor ainda é o mesmo
E o amor e a esperança ardem em presença da derrota…

Ah! a crise, o clamor!
Que apelam por um líder,
Quando um povo precisa ser salvo,
É então que ele surge como um guia,
E que o seu plano a Natureza mostra
E que o mundo encontra um HOMEM!

 - ANGELA MORGAN.

                Passei, vi e, ao contrário deles, venci.
Responda-o
#9
TABACARIA


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,

E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.


Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

- FERNANDO PESSOA

                Passei, vi e, ao contrário deles, venci.
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#10


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#11
O CÃO E A CADELA

Tinha de uma cadela um cão fome canina,

Ele bom perdigueiro, ela de casta fina:

Mil foscas lhe fazia o terno maganão,

Mas gastava o seu tempo, o seu carinho em

vão.

Dando no chichisbéu dentada e mais dentada,

A fêmea parecia um cadela honrada

E incapaz de ceder às pretensões de amor.

Mas o amante infeliz foi sabedor

De que a mesma, em que via ações tão

desabridas,

Era como um torpe cão fagueira às

escondidas.

Se és sagaz, meu leitor, talvez tenhas visto
Cadelas de dois pés, que também fazem isto.

BOCAGE - metendo a real 250 anos atrás.
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#12
O HOMEM DO ESPELHO

Quando conseguir tudo o que quer na luta pela vida

E o mundo fizer de você rei por um dia,

Procure um espelho, olhe para si mesmo

E ouça o que aquela imagem tem a dizer

Porque não será de seu pai, mãe ou irmão

O julgamento que terá de absolvê-lo.

O veredito mais importante em sua vida

Será o da imagem que o olha no espelho

Alguns podem julgá-lo um modelo,

Considerá-lo um ser maravilhoso,

Mas o espelho dirá que você é apenas um impostor,

Se não puder fitá-lo dentro dos olhos

É a ele que você deve agradar, pouco importam os demais

Pois será ele que ficará ao seu lado até o fim.

E você terá superado os testes mais perigosos e difíceis

Se a imagem no espelho puder chamá-lo de amigo

Na estrada da vida, você pode enganar o mundo inteiro

E receber palmadinhas no ombro ao longo do caminho,

Mas, seu último salário será de dores e lágrimas,

Se você enganou a pessoa que fita no espelho.

Poema de : Dale Winbrow
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#13
Invictus - William Ernest





Do fundo desta noite que persiste

A me envolver em breu - eterno e espesso,

A qualquer deus - se algum acaso existe,

Por mi’alma insubjugável agradeço.



Nas garras do destino e seus estragos,

Sob os golpes que o acaso atira e acerta,

Nunca me lamentei - e ainda trago

Minha cabeça - embora em sangue - ereta. 



Além deste oceano de lamúria,


Somente o Horror das trevas se divisa;


Porém o tempo, a consumir-se em fúria,


Não me amedronta, nem me martiriza. 




Por ser estreita a fenda - eu não declino,

Nem por pesada a mão que o mundo espalma;

Eu sou o senhor de meu destino;

Eu sou o capitão de minha alma. 




Do fundo desta noite que persiste

A me envolver em breu - eterno e espesso,

A qualquer deus - se algum acaso existe,

Por mi’alma insubjugável agradeço.



Nas garras do destino e seus estragos,


Sob os golpes que o acaso atira e acerta,


Nunca me lamentei - e ainda trago


Minha cabeça - embora em sangue - ereta.




Somente o Horror das trevas se divisa;


Porém o tempo, a consumir-se em fúria,


Não me amedronta, nem me martiriza. 


Por ser estreita a fenda - eu não declino,


Nem por pesada a mão que o mundo espalma;


Eu sou o senhor de meu destino;


Eu sou o capitão de minha alma.
Responda-o
#14
Muito bom.
Responda-o
#15
poema de cu é rola
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#16
http://forum.bufalo.info/showthread.php?tid=3903 - Post original



Ser um homem.

Ser um homem é difícil porque:
ninguém vai ajudar-te quando precisar,
nem mesmo seus pais, se você for pensar,
só pelo fato de ter nascido com bolas
a vida nem pensará em te dar esmolas.

Ser um homem é saber que:
suas vitórias dependem de ti
e suas derrotas pertencem a ti;
seu status deve ser conquistado,
a sociedade não o dá aos fracassados.

Ser um homem é entender que:
apesar de tudo, deves seguir em frente,
parar e enfrentar os demônios em sua mente.
Não haverá um cavalheiro para te salvar,
muito menos uma dama a quem reclamar,
porque todos só rasteiras querem te dar.

Ser um homem é o nível mais alto de liberdade:
pois sucesso e fracasso estão em igualdade.
Cabe a teu esforço decidir qual será tua realidade.

Ser um homem é não poder usar os outros como desculpa:
todas as tuas falhas serão por tua culpa.
Se sofrestes na infância, aguente!
Se foste difamado, vingar-te!
Se tens problemas, ajeite-se!
Se não consegues, foda-se!

Ser um homem é sinônimo de:
Se você tem saúde, você pode,
isso é o suficiente na adversidade.
Na fé de todos: com bolas, tu não se fode.

Ser um homem é honrar-se:
- se tu não se honrar, ninguém te honrarás!
Ser um homem é amar-se.
- se tu não se amar, ninguém te amarás!
Ser um homem é enricar-se.
- se tu não enriquecer-se, ninguém te quererás!
Ser um homem é obrar-se.
- se tu não concluir-se, ninguém te indicarás!

Ser um homem não é ter orgulho de ser fraco, mas sobreviver SOZINHO!
"Quando um homem quebra seus grilhões e correntes; jura jamais servir a outro senhor, é aí que ele se torna verdadeiramente livre." (Spartacus)

“O amor-próprio não é um pecado tão grande quanto a auto-negligência.”  (Henry V.)

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