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Da revolta contra a realidade by Nessahan Alita - Rick O'Connell - 05-04-2021 Da revolta contra a realidade. ![]() Aquele que desperta da ilusão e “sai da matrix”, como dizem meus leitores, deve tomar cuidado para não se deixar tomar por sentimentos negativos, como a raiva, tristeza e outros. Quando percebemos que as mulheres não são os anjos que acreditávamos e que também possuem o lado sinistro da natureza humana apontados por Maquiavel e por Freud, podemos cair em estados internos indesejáveis. Tais estados são prejudiciais e aumentam os nossos problemas emocionais e amorosos ao invés de diminuí-los. Ao perceber que a mulher trapaceia, joga, não abre mão do domínio, manipula e quer ser dona do seu coração, ex-matrixiano recém-liberto deve cuidar-se para não se deixar tragar pela revolta. A rebeldia e a indignação são justas e até necessárias, mas a revolta (raiva) é prejudicial, anti-estratégica e contraproducente. Na guerra da paixão, a capacidade de aceitar a realidade crua, tal como se apresenta, é requisito indispensável para se poder operar sobre a mesma de forma realista, tirando proveito ou modificando-a na medida do possível. O revoltado não aceita a realidade, se debate contra o inevitável e esmurra facas, demonstrando incompreensão. Qualquer estrategista sabe muito bem que, para se vencer uma guerra, são necessários a frieza e o realismo. Os impulsivos fazem burradas, metem os pés pelas mãos, caem como patos em armadilhas e são facilmente vitimados por artimanhas. Entendo que, na guerra da paixão, a meta do homem sensato não é conquistar a mulher amada/desejada a todo custo e nem tampouco forçá-la a se enquadrar em moldes idealizados ou a se adequar, contra a sua própria vontade, aos nossos desejos, mas sim conseguir estados interiores resolvidos. É isso o que interessa: resolver os nossos sentimentos e conquistar a paz interior. |