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[Relato] Vitima da Ingratidão
(Por Renato)

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"Meu primeiro emprego foi trabalhar de atendente no Mac Donald's. Era uma merda. Tinha que ficar escutando crianças melequentas cantando: "Dois hamburgues, alface, queijo, molho especial, cebola e pickles num pão com gergelim." E ficar sorrindo para elas. Além da limpeza da loja, cortar pão, descascar batata, lavar o recinto, ficar no caixa, etc. Era um Mac Escravo.

Tinha uma mulher bonitinha que eu conhecia que estava desempregada. Ela foi a minha casa chorando que estava com dificuldades. Aí eu me emocionei com a estória dela como um bom matrixiano. Conversei com o Supervisor do Mac e ele disse: "Assim que tiver uma vaga na loja eu falo para você." A vaga apareceu e fui comunicar a esta menina. Ela ficou toda feliz. Foi trabalhar comigo, no mesmo horário que eu. Ensinei a ela todo o serviço. Ela foi efetivada. Eu tinha feito uma boa ação. Eu trabalhava seis horas por dia de segunda a segunda das 14:00 as 20:00hrs com folgas intercaladas.

Com o passar do tempo a menina passou em administração em uma faculdade particular no horário da noite e conseguiu uma bolsa de estudos. Ela mudou o horário de trabalho para de manhã. Até aí tudo bem. Depois de um ano. Ela foi promovida a subgerente. Eu era o braço direito dela. Estava no mel. Até que ela chegou no cargo de gerente. Aí ela mudou. O poder subiu a cabeça dela. Ela começou a me dar patadas gratuitas e eu não entendia o por que daquela atitude. Ela era grossa com todos os outros funcionários, inclusive comigo."

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"Trabalhei mais dois anos sob pura tirania. Até que um dia eu não aguentei e briguei com ela. Joguei a verdade na cara dela. Que eu que tinha ajudado ela. Pra quê! A mulher foi tomada de um ódio avassalador. Ela urrava comigo. Não emitia nenhuma palavra, apenas grunhidos. E em uma bela tarde, o Supervisor chega perto de mim e me fala: "Renato, segunda-feira você passa no escritório central." Pronto. Estava demitido.

Chegando lá recebo um cheque pelos meus serviços e uma anotação de justa causa na minha carteira de trabalho. Aí foi uma batalha jurídica. Meu irmão me ajudou. A mulher entrou depois com uma queixa de injúria contra mim. Mas sem entrar em detalhes. Eu saí vitorioso. A justa causa foi retirado da minha carteira de trabalho e o processo de injúria foi arquivado.

Comecei a fazer um curso técnico em contabilidade no SENAC-MG. Depois do curso arrumei um emprego muito bom, ambiente agradável, limpo, pessoas educadas. Só que eu queria mais. E resolvi estudar para prestar vestibular para Ciências Contábeis. Passei no vestibular e hoje estou firme nos estudos. Quero melhorar de vida.

Baseado na minha própria história eu não ajudo mulher nenhuma. Pode ser a coitadinha que for. Contando a maior das calamidades. Eu aprendi a dar valor a mim mesmo e a minha vida. Eu sou importante. Desculpem o desabafo.

Comentário do Guardião: É complicado por todas as mulheres no meio balaio, adquiri a postura de não indicar ninguém para o meu ambiente de trabalho, independente de ser homem ou mulher. Existe uma regra que não está anotada em lugar algum mas percebo que todo setor de RH a segue: Geralmente quem indica um contratado é meio que co-responsável por toda a futura merda que essa pessoa causar, sobretudo se esta trabalhar no mesmo setor.     

Esse tópico faz parte do projeto Segunda das Relíquias perdidas.
Vou contar meu relato aqui também.
E já vou adiantando: esse negócio de ingratidão e trairagem no trabalho NÃO SE RESTRINGE à mulheres não. Ambos podem ser bem filhos das putas.
Uns 15 anos atrás uma amiga veio me pedir CHORANDO pra pelo menos fazer uma entrevista com o irmão dela, que estava desempregado e a ponto de ser colocado pra fora de casa pela mulher. Tava todo fudido. E eu tinha acabado de assumir a gerência de vendas da empresa...
Eu acabei pegando o cara pra trabalhar de representante, sendo que ele não sabia NADA do meu ramo. Pra ajudar cara passei uma carteira de clientes que já compravam e uma ajuda de custo pra gasolina do carro. Dinheiro de hoje seria pelo menos uns R$ 6.000/mês de comissões. Desde o começo falei pra ele que era comissão e não CLT, ele não teria registro. Isso deixaria ele livre pra arrumar outras representadas com o tempo (se tivesse realmente corrido atrás, hoje estaria tirando brincando uns R$ 20 mil mês).
O cara quase morreu de tanto agradecer no começo, mas logo se mostrou um folgado. Não arrumou UM cliente novo e meu patrão ficava me olhando atravessado por ter pego uma merda daquelas. Mas como eu dava muito resultado para a empresa, ele como que deixava o cara na minha "cota".
Como a irmã do cara era muito minha amiga, eu acabei deixando o cara lá encostado. Sempre muito folgado, mal aparecia na empresa, faltava em reuniões... e nada de clientes novos, sempre aqueles mesmo que eu tinha passado no começo.
Deixei o cara encostado uns 5 anos nessa vida. Mas teve um momento que a empresa precisava de novos rumos e crescer, portanto eu comecei umas reformulações. Comecei a apertar vendas, contratei mais gente, mudei linhas... e nada do cara reagir, sempre na mesma.
Como aquilo estava pegando mal perante os outros representantes, chamei o cara para conversar e cobrar mais atitude. Até ai eu não pensava em dispensá-lo, achei que tinha como eu motivá-lo a trabalhar mais. O cara NEM APARECEU na minha reunião com ele e o diretor. Ai não teve jeito. O Diretor mesmo falou: "chega né Berzerk. Manda esse bosta embora. Ou vai ficar protegendo ele pra sempre?"
Dispensei o cara. Pagamos tudo que tem direito para um representante, comissões a receber, 1/12 avos por ano, etc, etc.
Passou uns 6 meses recebemos uma intimação:  o cara tinha colocado a empresa na justiça.
Sim, esse mesmo cara que tirei da lama tava fudendo com a gente. Eu QUASE perdi o emprego de tão mal que pegou. Ele estava pedindo o equivalente hoje a uns R$ 500 mil.
Foi um processo longo, mas GANHAMOS. Não tivemos que pagar NADA e ainda por cima o cara foi condenado a pagar as custas do processo. Mas foi uma coisa muito rara, por uma quase milagre pegamos uma juiza que sacou a vagabundagem do cara... normalmente a justiça do trabalho puxa a sardinha pro funcionário.
A sentença da juíza eu tirei uma cópia colorida e emoldurei, tá aqui na minha parede até hoje. Pra eu NUNCA MAIS ESQUECER.
Desse dia em diante JUREI nunca mais indicar NINGUÉM PRA NADA.
Obs: quando o cara colocou a gente na justiça, fui lá falar com a irmã dele, pois foi ela que tinha me pedido pra contratar ele. Ela disse que não tinha nada a ver com isso, isso era coisa entre eu e o irmão dela, ela não podia se meter no meio.
Também nunca mais olhei na cara.
É meus irmãos, aqui era a mesma dinâmica ... Quando jovem acompanhava essa leva de deitões do nosso Brasil varonil, nosso arranjo de direitos adquiridos positivados ajuda a criar o deitão profissional, que no momento que sente 'violado em seus direitos' vai usar a justiça estatal para tentar lhe foder.

Meus tios tinham uma empresa também e a conversa era sempre a mesma.

O cara chegava com uma história triste e aí eles davam um dinheirinho eventual para ele limpar a frente da firma, dava o resto de material que porventura sobrava para ajudar o malandro.

Depois ele pedia para trabalhar, jogava aquele emocionalismo barato, dizia que tinha 5 filhos, casa com vazamentos, contas atrasadas e precisava de um mensal caindo certinho, e aí meus tios deixavam o cara trabalhar, no começo os caras trabalham igual a um monstro, arrumam serviço onde não existe, fica até mais tarde, aí passa dois meses, já começa a conversinha com outros funcionários, começa a ficar seletivo, faz corpo mole no trampo, até ficar insustentável sua permanência e aí ele vai até a justica do trabalho enrabar o empregador que o ajudou, dizendo que no serviço ele era faxineiro, vigia, entregador, copeiro, a porra toda!
Graças a Deus e a Real, sempre fui esperto. Várias vezes chefes vieram me pedir se eu tinha indicação pra contratar. Nunca indiquei ninguém e foda-se, pessoas boas de trabalho não ficam atoa esperando indicação.

É bíblico: Jeremias 17:5: Maldito o homem que confia no homem
Eu sou muito cauteloso com quem contratar, inclusive já relatei aqui no fórum um caso de uma mulher indicada que deu a maior dor de cabeça na época.
Não sei quem aqui acompanha o FdB, mas o Smith lá já tinha mandado a Real.

"Não ajude mulheres em situação complicada" ou algo nessas linhas. O povo chiou.

Ele teve que explicar, se quiser fazer faça, mas não espere gratidão nem retribuição de mulher nenhuma.

Tá aí mais um dos 1000 relatos que mostra o quanto as mulheres podem ser seres ingratos, e ai de você se tentar esfregar isso na cara delas.

Se for ajudar, que seja por altruísmo, caralho. Não existe esse tipo de honra ou gratidão nas mulheres, esqueça.

O cara ralou pra caralho e se fudeu, enquanto a mulher no mesmo lugar que ele subiu na vida (bom, dou um desconto se foi o estudo). Por que será, hein? Será que o homem não usou seu privilégio machista o suficiente?

A real tá aí, só não enxerga quem não quer.
Vou resumir a opera:

Contratei o filho de um ex-chefe meu que me ajudou muito no passado, o rapaz era um puta preguiçoso e levei a reboque por 2 anos... FIZ DE TUDO para repassar meu conhecimento de mercado e arrancar algum engajamento do sujeito, sem sucesso.

Mandei embora, não ganhei nem um obrigado e o pai dele, meu ex-chefe da qual tenho enorme gratidão, ficou esquisito comigo depois do episodio e nunca mais me procurou.

Minha consciência está tranquila, mas quer queira quer não, houve um desgaste.
Cuidado com indicações.
(01-07-2021, 10:58 AM)Bandeirante Paulista Escreveu: [ -> ]Vou resumir a opera:

Contratei o filho de um ex-chefe meu que me ajudou muito no passado, o rapaz era um puta preguiçoso e levei a reboque por 2 anos... FIZ DE TUDO para repassar meu conhecimento de mercado e arrancar algum engajamento do sujeito, sem sucesso.

Mandei embora, não ganhei nem um obrigado e o pai dele, meu ex-chefe da qual tenho enorme gratidão, ficou esquisito comigo depois do episodio e nunca mais me procurou.

Minha consciência está tranquila, mas quer queira quer não, houve um desgaste.
Cuidado com indicações.

Calma  aí BUNDEIRANTE, só acaba depois de 2 anos, ele está no prazo de processar você na Injustiça Trabalhista... Girafales