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Religião
(Por Ice)

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Pergunta: Vejo que você é religioso, na minha concepção estou mais para agnóstico mas desde pequeno sempre busquei o melhor caminho para a verdade das coisas. Como na religião onde sempre busquei o que pode ser verdade sem perder a modéstia, você buscou sua crença por si próprio ou porque já era de família, seguiu a geração? Pergunto pois muitos religiosos pra mim são apenas fachada, não buscam saber os dois lados da moeda, como se o absoluto fosse o que é pregado. Obs: Não é meu intento julgar o que não posso provar e vice-versa. 

Resposta: Eu nasci num lar pseudo evangélico.
Pseudo porque meus pais, como 90% dos religiosos de qualquer religião, eram hipócritas, iam à igreja com frequência, mas em casa levavam uma vida totalmente divorciada dos ditames religiosos. Isso me gerou um conflito imenso que me impediu, inclusive, de seguir a religião deles. 

Fui agnóstico por um tempo e estudei as religiões, inclusive me foquei bastante no catolicismo, fui investigar essa lenda de que o catolicismo foi a religião fundada por Cristo e que Pedro fora o primeiro papa. Só que pelos meus estudos, concluí que foi um mito criado pelos poderosos da época apenas para controlar o povo, mesmo porque nunca existiu uma igreja central e tampouco foi ela sediada em Roma.

Na época da igreja primitiva, existiam várias igrejas pregando a mesmo doutrina, não havia uma hierarquia entre elas, o que havia era uma camaradagem, um auxílio mútuo, uma mesma doutrina. Lendo, investigando e estudando, acabei concluindo que Deus não é o que pregam por aí e que tanto a igreja católica quanto a evangélica estão muito distantes do que foi pregado pelo Salvador.

A mensagem de Cristo é simples e clara, o resto é invenção de homens para controlar outros homens.

Continuo frequentando igrejas, vou ora em uma, ora em outra, ouço mensagens de padres e pastores, mas me foco mesmo é na Bíblia. Quando há qualquer divergência entre o que dizem, independentemente de quem diga, e a Bíblia, eu fico com a Bíblia. Hoje me foco inteiramente na Bíblia e procuro seguir com sinceridade os preceitos ali contidos, me concentro no novo testamento e procuro viver uma vida de intimidade com Deus.

Meu sonho é alcançar um nível de conhecimento e intimidade com Deus que me faça ser ousado como os grandes profetas do passado, como as grandes personalidades da Bíblia e me faça conseguir realmente me livrar de qualquer tipo de coisa que me afaste de Deus.

Esse tópico faz parte do projeto Segunda das Relíquias perdidas.



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   Frequentemente os protestantes afirmam que a Igreja fundada por Jesus foi a “Igreja Cristã”, não a Igreja Católica. E citam os Atos dos Apóstolos como evidência bíblica para essa afirmação: “Então Barnabé foi até Tarso procurar Saulo; e quando o encontrou, levou-o até Antioquia. Durante um ano inteiro, eles se encontraram com a igreja e ensinaram um grande número de pessoas; e em Antioquia os discípulos foram chamados pela primeira vez de ‘cristãos'” (Atos 11,25-26).
Assim, muitos cristãos hoje supõem que a Igreja Católica foi fundada por meros homens, num momento bem mais tarde da História Cristã.
Sem dúvida, os discípulos da Igreja primitiva eram conhecidos como “cristãos”. Mas isso significaria que a Igreja deles não era a Igreja Católica? Um pequeno estudo histórico sobre a igreja de Antioquia revela que a igreja desses primeiros cristãos era, de fato, a Igreja Católica.
Uma das coisas que Pedro fez antes de ir para Roma foi fundar a igreja em Antioquia, naquela época a terceira maior cidade do Império Romano. Ele ordenou no episcopado um discípulo chamado Evódio e o nomeou bispo de Antioquia. Muitos creem que Evódio foi um dos 70 discípulos que Jesus designou para irem à frente Dele nas cidades e lugares onde Ele ensinou [depois] durante sua segunda jornada missionária (cf. Lucas 10,1). Foi durante o reinado de Evódio como bispo de Antioquia que os discípulos de lá foram chamados pela primeira vez de “cristãos”. Mas este não é o fim da história!

Durante o reinado de Evódio, enquanto Paulo ensinava os cristãos em Antioquia, outro jovem discípulo estava se destacando nas fileiras. Seu nome era Inácio; mais tarde, ele seria conhecido como Santo Inácio de Antioquia, um dos primeiros mártires cristãos. Inácio era discípulo de João [Evangelista]. Diz uma lenda que, muito tempo antes, Inácio era a criança que Jesus tomara em seus braços, conforme esta passagem registrada por Marcos:
 “[Jesus] sentou-se e chamou os Doze e lhes disse: ‘Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último e servo de todos’. E ele tomou uma criança e a colocou no meio deles; e, levantando-a nos braços, disse-lhes: ‘Quem recebe uma dessas crianças em meu nome, recebe a Mim; e quem me recebe, não recebe a Mim, mas Aquele que me enviou” (Marcos 11,35-37).

Essa lenda demonstra a grande estima que a memória [de Inácio] desfruta desde os primeiros séculos da Igreja.
Em Antioquia, Inácio foi ordenado por Paulo e, no final do reinado de Evódio, foi nomeado bispo de Antioquia por Pedro. Ele reinou lá por muitos anos antes de vir a ser martirizado em Roma. A caminho de Roma para ser martirizado, escreveu várias cartas a outros cristãos de diversos lugares, explicando a teologia cristã. Ele enfatizou especialmente a unidade entre os cristãos (cf. João 17) e ficou conhecido como Padre Apostólico da Igreja.
Em uma das suas cartas (aos cristãos em Esmirna), ele escreveu: “Onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja Católica”. Este é o registro escrito mais antigo que conhecemos da expressão “Igreja Católica” (escrito por volta do ano 107 d.C.), mas Inácio, aparentemente, a emprega com a suposição de que os cristãos da sua época já estavam bem familiarizados com ela. Em outras palavras: ainda que este seja o registro escrito mais antigo que conhecemos da expressão, ela provavelmente já estava em uso há algum tempo, datando da época dos Apóstolos.
A expressão “Igreja Católica” (em grego “katholike ekklesia”) significa em sentido amplo “assembleia universal” e Inácio a empregou ao escrever aos cristãos de Esmirna como uma expressão de unidade. Ele exortou esses cristãos a seguirem o seu bispo assim como a assembleia universal mais ampla de cristãos seguia a Cristo. Ele claramente usa os termos “cristão” e “Igreja Católica” de forma diferente: os discípulos de Cristo são cristãos; a assembleia universal dos cristãos é a Igreja Católica.

Alguns podem afirmar que Inácio pretendia usar a expressão “Igreja Católica” não como um nome próprio para a Igreja, mas apenas como uma referência genérica para a assembleia-mór de cristãos. Neste caso, a assembleia universal ainda não tinha um nome próprio, mas “Igreja Católica” continuou em uso até se tornar o nome próprio da única Igreja que Cristo edificou sobre Pedro e seus sucessores.
Assim, vemos que os cristãos de Antioquia faziam parte da Igreja Católica. Eles de fato eram discípulos cristãos, mas também eram católicos. Dada a cadeia ininterrupta de sucessão em Antioquia – de Pedro (enviado por Cristo) a Evódio, e de Evódio a Inácio – se hoje algum cristão deseja se identificar com os cristãos bíblicos do primeiro século, mencionados em Atos 11, segue-se logicamente que ele deve também se identificar com a mesma assembleia universal daqueles mesmos cristãos: a Igreja Católica.